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Hotéis Vinschgau - Sobre Itália
A Itália (italiano: Italia), oficialmente República Italiana (italiano: Repubblica Italiana), é um paÃs situado na PenÃnsula Itálica, na Europa meridional, e em duas ilhas no mar Mediterrâneo, SicÃlia e Sardenha. A Itália divide suas fronteiras alpinas no norte com a França, SuÃça, Ãustria e Eslovênia. Os estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da PenÃnsula Itálica e Campione d'Italia é um exclave italiano na SuÃça.
O terreno conhecido hoje como Itália foi o berço de várias culturas e povos europeus, como os Etruscos e os Romanos. A capital da Itália, Roma, foi durante séculos o centro da civilização ocidental. Mais tarde, tornou-se o berço do Renascimento e também desempenhou um papel importante no desenvolvimento da ciência e da astronomia moderna, especialmente o heliocentrismo, bem como a Universidade e a ópera. Durante a Idade Média, a Itália foi dividida em vários reinos e cidades-estados (como o Reino da Sardenha, o Reino das Duas SicÃlias e o ducado de Milão), mas foi unificada em 1861, um perÃodo da história conhecido como o "Risorgimento". Do final do século XIX até a Segunda Guerra Mundial, a Itália possuÃa um império colonial, que estendia seu domÃnio a LÃbia, Eritréia, Somália Italiana, Etiópia, Albânia, Rodes, Dodecaneso e Tianjin, parte da China. Hoje, o significado cultural da Itália se reflete no fato do paÃs ter o maior número de Patrimônios Mundiais da UNESCO (44) em todo o mundo e na sua riqueza nas artes, cultura e literatura de vários perÃodos. O paÃs se vangloria por ter pessoas de excelência em todas as artes e ciências, polÃmatas, artistas e gênios, como Dante, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Enrico Fermi.
sendo constantemente considerada como uma das mais belas cidades antigas do mundo. Veneza também é considerada a cidade mais bonita do mundo, segundo o New York Times, que descreve a cidade como "sem dúvida a mais bela cidade construÃda pelo homem". O paÃs também foi classificado com tendo a sexta melhor reputação internacional de 2009.
O centro Financeiro e industrial do paÃs é Milão, sendo também considerada a capital mundial da moda, de acordo com o Global Language Monitor de 2009.
A Itália Moderna é uma república democrática e um paÃs desenvolvido, com a oitava melhor classificação no Ãndice de qualidade de vida. O paÃs goza de um alto padrão de vida, sendo o 18º paÃs mais desenvolvido do mundo. É um membro fundador do que hoje é a União Europeia, tendo assinado o Tratado de Roma, em 1957, além de ser também um membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). É membro do G8 e do G20 (com a sétima maior economia PIB nominal), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Conselho da Europa, da União da Europa Ocidental e da Iniciativa Centro-Europeia. A Itália é um Estado membro do Acordo de Schengen. O paÃs possui o oitavo maior orçamento militar do mundo e é uma das nações que compartilha armas nucleares com a OTAN. Possui o segundo melhor sistema de saúde do mundo, e o norte do paÃs é considerado uma das regiões mais desenvolvidas e industrializadas do planeta.
Os italianos podem-se vangloriar de uma longa tradição cultural das artes à s ciências e tecnologia, corroborado no facto do paÃs possuir o maior número de patrimônios da UNESCO. A Itália, especialmente Roma, tem um grande impacto global na polÃtica e na cultura, sediando organizações mundiais como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, Fundo Internacional de Desenvolvimento AgrÃcola (FIDA), Global Forum, Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Colégio de Defesa da OTAN. A influência polÃtica, econômica social e militar do paÃs na Europa tornou-o uma importante potência regional, a par Reino Unido, da França, da Alemanha e da Rússia. O paÃs possui uma educação pública de alto nÃvel, força de trabalho elevada, Ãndice de caridade alto, além de ser um paÃs globalizado. A Itália também tem a 18ª expectativa de vida mais alta do mundo, a frente de paÃses como Noruega e Ãustria.
Quando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da PenÃnsula Itálica possuÃam um numeroso rebanho bovino. Na lÃngua dos oscos, o acusativo ‘vitluf’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘vitellus’ (bezerrinho), palavra proveniente de vitulos (bezerro de entre um e dois anos). Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘wet-olo’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘wet-‘ (ano), também presente em veterano e veterinário.
O gado vacum era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em ‘italos’, nome com que se denominou as tribos do Sul e que com o tempo incluiu também os latinos.
Até meados do século I, Itália era usado em latim para designar a PenÃnsula, e ‘itali – orum’ para seus habitantes.
A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo.
A população da Itália remonta aos tempos pré-históricos, época da qual foram encontrados importantes vestÃgios arqueológicos.
Entre os diversos povos da Antiguidade são dignos de menção, em particular, os LÃgures, os Vênetos e os Celtas no norte, os latinos e os etruscos Samnitas no centro, enquanto no sul prosperaram colônias Gregas (Magna Grécia), e na Sardenha desde o segundo milênio a.C. floresceu a antiga civilização dos Sardenhos.
Uma das mais importantes culturas antigas desenvolvidas em solo italiano foi a Etrusca (a partir do século VIII a.C.), que influenciou profundamente Roma e sua civilização, na qual muitas tradições importantes de origem Mediterrânea e Eurasiática encontraram a mais original e duradoura sÃntese polÃtica, econômica e cultural. Nascida na PenÃnsula Itálica, desde sempre terra de origem e de encontro entre diversos povos e culturas, a civilização romana foi capaz de explorar as contribuições provenientes dos etruscos e de outros povos itálicos, da Grécia e de outras regiões do Mediterrâneo Oriental (Palestina - o berço do Cristianismo - SÃria, FenÃcia e Egito). Graças ao seu império, Roma difundiu a cultura Heleno-romana pela Europa e pelo Norte de Ãfrica que foram os limites de sua civilização.
Após a queda do Império Romano do Ocidente, o território da penÃnsula se dividiu em vários estados, alguns independentes, alguns parte de estados maiores (inclusive fora da penÃnsula Itálica). O mais duradouro entre eles foram os Estados PontifÃcios, que resistiram até a tomada italiana de Roma em 1870 e que foi mais tarde reconstituÃdo como o Vaticano, no coração da capital italiana. Depois da queda do último imperador romano do Ocidente, seguiu-se a o domÃnio dos Hérulos e, em seguida, dos Ostrogodos. A reanexação da Itália ao Império Romano do Oriente realizado por Justiniano, em virtude das Guerras Góticas, na metade do século VI d.C., foi curta, uma vez que, já entre 568 e 570, os lombardos, povos germânicos provenientes da Hungria, ocuparam parte do paÃs, mas representaram uma formidável continuidade polÃtica e cultural e a garantia da prosperidade económica da penÃnsula e de toda a Europa por muitos anos.
Depois a área sob domÃnio romano-bizantino foi sujeita a fragmentações territoriais, mas conseguiu resistir até o final do século XI, enquanto os lombardos tiveram que se submeter aos Francos comandados por Carlos Magno a partir da segunda metade do século VIII. No ano 800, a Itália central tornou-se parte do Sacro Império Romano-Germânico, embora pouco depois a SicÃlia tenha passado ao domÃnio árabe. O desenvolvimento de cidades-estado (a partir do século XI) deu novo impulso à vida econômica e cultural do norte e centro da Itália, enquanto no Sul, com a invasão normanda, formou o Reino da SicÃlia um dos mais modernos, tolerantes e mais bem administrados da Europa naquela época. Dos municÃpios formaram-se as repúblicas marÃtimas e mais tarde, as signorias.
Durante a época das cidades-estado começou o Humanismo e o Renascimento, caracterizado por um grande renascimento das artes, que teve grande influência no resto da Europa. A ocupação estrangeira e as diversas transformações dos estados que tinham se formado continuaram até a primeira metade do século XIX, quando se desenvolveu, influenciados pela Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, uma série de movimentos a favor da criação de uma Itália independente e unificada; este perÃodo é chamado de Risorgimento.
A Itália contemporânea nasceu como um estado unitário, quando em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da penÃnsula e as duas principais ilhas foram unidas sob o comando do Rei da Sardenha Vittorio Emanuele II da casa de Sabóia. O arquiteto da unificação da Itália era o primeiro-ministro da Sardenha, conde Camillo Benso de Cavour, que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) Giuseppe Garibaldi, permitindo a anexação do Reino das Duas SicÃlias ao Reino da Sardenha-Piemonte.
O processo de unificação teve a ajuda da França, que - juntamente com o Reino Unido - tinha um interesse em criar um estado anti-Habsburgo comandado por uma dinastia amiga (Sabóia) e capaz de impedir o surgimento de um estado republicano e democrático na Itália (desejada por alguns "patriotas", como Mazzini e como já tinha acontecido em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o movimento revolucionário de 1848).
A primeira capital foi Turim, a antiga capital do Reino de Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da Convenção de setembro (1864), a capital foi transferida para Florença.
Em 1866, a Itália adquiriu do Império AustrÃaco, o Vêneto, após a guerra, na qual a Itália era aliada à Prússia de Bismarck. Na unificação, permaneceram excluÃdos a Córsega e a região de Nice, cidade natal de Garibaldi, assim como Roma e os territórios vizinhos que estavam sob o controle do Papa e protegido por Napoleão III. Graças à derrota da França pelos Prussianos, após uma rápida ação militar em 20 de setembro de 1870, também fora anexada Roma e proclamada a capital do reino. Mais tarde, com o Tratado de Latrão em 1929, o Papa obteve a soberania da Cidade do Vaticano. Outra entidade autônoma dentro das fronteiras italianas é a República de San Marino.
Mas mesmo após a conquista de Roma em 1870, a Unificação da Itália ainda não estava completa, pois faltavam ainda as chamadas "terras irredentas": O Trentino, Trieste, a Ãstria e a Dalmácia que os nacionalistas clamavam como pertencentes à Itália. O Trentino, Trieste, a Ãstria e Fiume foram anexados depois dos tratados de paz, após a Primeira Guerra Mundial, impostos pela França, Inglaterra e Estados Unidos aos Impérios Centrais, perdedores da guerra.
Após a Primeira Guerra Mundial, instalou-se a ditadura fascista, que envolveu a perda da liberdade polÃtica por mais de vinte anos e a desastrosa participação do paÃs na Segunda Guerra Mundial junto com a Alemanha. Após o fim da guerra, em 2 de junho de 1946, um referendo estabeleceu o abandono da monarquia como uma forma de governo e a adoção de uma república parlamentar. No mesmo dia os cidadãos italianos foram convidados a votar para a eleição de uma Assembleia Constituinte, que em dezembro de 1946, começou a trabalhar na elaboração de uma Constituição. A nova Constituição entrou em vigor em 1° de Janeiro de 1948.
A Itália é um membro fundador da OTAN e da União Europeia, tendo criado junto com Bélgica, França, Alemanha Ocidental, Luxemburgo, PaÃses Baixos em 18 de abril de 1951 (através do Tratado de Paris), a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e tem participado de todos os principais tratados de unificação da Europa, incluindo a entrada na zona do euro em 1999, quando substituiu a antiga lira italiana.
A maior parte da Itália está localizada na PenÃnsula Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de SicÃlia, Sardenha e Elba também fazem parte da Itália. A Itália limita-se ao norte com SuÃça e com Ãustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contacta também com a Croácia, Montenegro, Albânia), e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a SicÃlia de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da SicÃlia e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França. O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da penÃnsula. O ponto mais alto do Itália é o Monte Branco, com seus 4810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o paÃs: o Monte Etna, na SicÃlia, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles. Na cultura popular é comum associar o formato polÃtico-geográfico da Itália a uma bota (em italiano "stivale").
O clima da Itália varia de região para região. O norte da Itália (Milão, Turim e Bolonha) tem um clima continental, quando ao sul de Florença apresenta o clima mediterrânico, com verões tipicamente secos e ensolarados. O clima das áreas litorâneas da penÃnsula é muito diferente do interior, particularmente nos meses de inverno. As áreas mais elevadas são frias, úmidas e frequentemente recebem a precipitação de neve. As regiões litorâneas têm um clima mediterrâneo tÃpico com invernos amenos e verões quentes, geralmente secos. Há diferenças notáveis nas temperaturas, sobretudo durante o inverno: em certos dias em Dezembro ou Janeiro pode nevar em Milão a -2 °C, enquanto em Nápoles as temperaturas estão em +12 °C. Certas manhãs, em Turim pode amanhecer com -12 °C, quando ao mesmo tempo Roma se encontra com +6 °C e Reggio Calabria +10 °C. No verão a diferença é mais clara, a costa leste não está tão úmida como a costa ocidental, mas no inverno está geralmente mais fria.
Também a altitude influencia fortemente o clima e as temperaturas médias. Cidades meridionais como Potenza (na Basilicata), Campobasso (no Molise) ou Enna (na SicÃlia) têm invernos rigorosos e temperaturas médias bastante inferiores a outras localidades costeiras das mesmas regiões. Nos Apeninos neva regularmente durante o inverno. Geralmente o mês mais quente é agosto no sul, e julho no norte. Nesses meses os termômetros podem marcar 42 °C no sul e 33 °C no norte. O mês mais frio é janeiro, com médias no Vale do Rio Pó de 0 °C, Florença 5 °C, Roma 8 °C. Mas as mÃnimas podem chegar a -14 °C no Vale do Rio Pó, -5 °C em Florença, -4 °C em Roma, -2° em Nápoles e em Palermo +1 °C.
Em Janeiro de 2009, a população italiana passou de 60 milhões, a quarta maior da União Europeia, e a 23ª maior do mundo. A densidade populacional é de 199,3 habitantes por km², o quinto maior da União Europeia, sendo o norte a parte mais densa; um terço do paÃs contém quase a metade da população. Depois da II Guerra Mundial, a Itália passou por um grande crescimento econômico que levou a população rural a mover-se para as cidades, e ao mesmo tempo passou de uma nação caracterizada por massiva emigração a um paÃs receptor de imigrantes. A alta fertilidade persistiu até a década de 1970, e depois passou para abaixo da taxa de reposição como em 2007, um em cada cinco italianos é aposentado. Apesar disso, graças principalmente a imigração das décadas de 80 e 90, nos anos 2000 a Itália viu um acréscimo populacional natural pela primeira vez em anos.
As maiores regiões metropolitanas da Itália são:
Cerca de 95% da população italiana tem origem na penÃnsula. Os italianos são descendentes de uma grande quantidade de povos que se estabeleceram na penÃnsula itálica durante os séculos. Os italianos são uma mistura de povos que já viviam na região, incluindo, dentre vários, os povos latinos (a Oeste), os sabinos (no vale superior do Tibre), os úmbrios (no centro), os samnitas (no Sul), oscanos, entre outros, com os etruscos que se estabeleceram no centro do paÃs, os gregos no Sul e os celtas no Norte. Posteriormente, estabeleceram-se no Norte povos germânicos (ostrogodos, visigodos, lombardos) e, no Sul, os sarracenos (de origem árabe) e os normandos (de origem escandinava). Esses últimos deixaram uma menor influência na etnia italiana.
Depois da unificação italiana, o feudalismo que controlava por séculos as terras do paÃs ruiu, e muitos italianos passaram por severas situações de pobreza. O norte foi o primeiro afetado, e grandes levas de imigrantes saÃram do paÃs principalmente em direção ao Brasil e à Argentina, a partir da década de 1870. Anos depois, a região sul também sentiu os efeitos da mudança polÃtica na agricultura, e a imigração dobrou de número em 1900 e o destino principal agora era os Estados Unidos. O pico foi em 1913, quando 872.598 pessoas deixaram a Itália. O fenômeno só diminuiu devido à eclosão da I Guerra Mundial, quando a Itália precisou da população para reconstruir o paÃs e a instalação do regime fascista, que restringiu a imigração na década de 1920.
O primeiro grande movimento migratório de italianos em direção ao Brasil ocorreu logo após a unificação, em 1875, pioneiramente para o sul do paÃs, embora a maior massa de imigrantes tenha se instalado em São Paulo, para trabalhar na colheita do café. A imigração italiana foi massiva até o começo do século XX, mas depois das constantes notÃcias de trabalho semi-escravo no Brasil, a Itália decretou o "decreto Prinetti" que proibia a imigração subsidiada em direção ao paÃs, direcionando o fluxo imigratório italiano para os Estados Unidos e a Argentina. As maiores comunidades italianas se encontram em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde profundamente fazem parte da cultura local.
Depois da II Guerra Mundial, o paÃs que era uma das maiores fontes de imigrantes do mundo, passou a receber imigrantes vindos do mundo todo, intensificado principalmente depois da década de 1970. No fim de 2006, estrangeiros compreendiam 5% da população ou quase 3 milhões de pessoas, um aumento de 270.000 desde o ano antecedente. Em algumas cidades italianas, como Brescia, Milão e Pádua, o total de imigrantes é maior que 10% da população.
A mais recente onda de migração tem vindo principalmente das nações europeias (47,75%), particularmente da Europa oriental, substituindo o Norte da Ãfrica (17,43%) como a maior fonte de imigrantes. Por volta de 500.000 romenos estão oficialmente registrados como habitantes da Itália, mas estimativas não-oficiais afirmam que o número atual pode ser duas vezes maior, ou ainda mais. Em 2006, os outros imigrantes vinham da Ãsia (17,43%) e América Latina (8,90%). Pequenos grupos vinham da Ãfrica subsaariana e América do Norte.
O idioma oficial é o italiano, falado por quase toda a população. O italiano padrão é uma lÃngua derivada do dialeto da Toscana, sobretudo aquele falado na região de Florença. Existem diversas lÃnguas e dialetos falados no dia-a-dia pela população italiana, como o sardo (na Sardenha), napolitano (em Campânia), vêneto (no Vêneto), friulano (em Friuli-Venezia Giulia), francês (no Valle d'Aosta), alemão (em Trentino-Alto Ãdige), esloveno (em Trieste).
O Catolicismo Romano é de longe a maior religião do paÃs, embora a Igreja Católica não seja mais a religião oficial do estado. 87,8% dos italianos identificam-se catolicos romanos, embora apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica Romana situa-se no Vaticano, um Estado religioso independente, encravado em território Italiano, e que tem por representante a figura do Papa. Outros grupos cristãos na Itália incluem mais de 700.000 cristãos ortodoxos, incluindo 470.000 imigrantes, e por volta de 180.000 Gregos ortodoxos, 550.000 Pentecostais e Evangélicos (0,8%) (dos quais 400.000 são membros da Assembleia de Deus), 235.685 Testemunhas de Jeová (0,4%), e 104.000 de outras religiões. A minoria religiosa mais antiga do paÃs é comunidade judaica, que compreende por volta de 45.000 pessoas, mas não é mais o maior grupo não-cristão da Itália. Como resultado da significante imigração de outras partes do mundo, 825.000 Muçulmanos (1.4% da população total) moram no paÃs, mas apenas 50.000 são cidadãos italianos. Ainda, tem 110.000 budistas (0,2%), 70.000 Sikhs, e 70.000 Hindus (0.1%) na Itália.
A Constituição italiana de 1948 estabeleceu um parlamento bicameral, que é formado por uma Câmara dos Deputados (Camera dei Deputati) e de um Senado (Senato della Repubblica) além de um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de um Conselho de Ministros (Consiglio dei ministri), encabeçado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) tem direito a um mandato de 7 anos. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisa ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento.
Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do paÃs, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuÃdos regularmente. A Câmara dos Deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001). O Senado é composto por 315 senadores, eleitos pelo voto popular, bem como ex-presidentes e outras pessoas (não mais que cinco), indicadas pelo presidente da república, de acordo com provisões constitucionais especiais. Ambos, a Câmara de Deputados e o Senado, são eleitos para um mandato de no máximo cinco anos de duração, mas eles podem ser dissolvidos antes do término do mandato. Leis podem ser criadas na Câmara de deputados ou no Senado, e para serem aprovadas, precisam da maioria em ambas as Câmaras.
O sistema judiciário italiano é baseado nas leis romanas, modificadas pelo Código Napoleônico e outros estatutos adicionados posteriormente. Há também uma corte constitucional (Corte Costituzionale), uma inovação pós-segunda guerra mundial.
A Itália foi um membro fundador da Comunidade Europeia - agora União Europeia (UE). A Itália foi aceita nas Nações Unidas em 1955 e é um membro e um forte braço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio/Organização Mundial do Comércio (GATT/OMC), a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e o Conselho da Europa. Sua última vez como Presidente rotativa de organizações internacionais incluem a CSCE (a precursora da OSCE) em 1994, a UE duas vezes, em 2001 e de julho a dezembro de 2003.
A Itália apoia as Nações Unidas e as suas atividades internacionais de segurança. O paÃs já forneceu tropas de apoio a missões de paz da ONU na Somália, Moçambique, e no Timor-Leste e dá suporte para operações da OTAN e da ONU na Bósnia, Kosovo e Albânia. A Itália mobilizou também mais de 2000 soldados para o Afeganistão, em apoio à Operação Liberdade Duradoura (OEF, do inglês Operation Enduring Freedom) em fevereiro de 2003 e apoia ainda os esforços internacionais para reconstruir e estabilizar o Iraque, mas o paÃs retirou o seu contingente militar de cerca de 3.200 soldados em novembro de 2006, mantendo apenas trabalhadores humanitários e pessoal civil. Em agosto de 2006, a Itália enviou cerca de 2.450 soldados para o LÃbano a serviço das Nações Unidas em uma missão de paz, a FINUL.. Além disso, desde 2 de Fevereiro de 2007 um italiano, Claudio Graziano é o comandante da força da ONU no paÃs.
As vinte regiões da Itália são a primeira subdivisão do paÃs, tendo sido instituÃdas com a Constituição de 1948 com o objetivo de reconhecer, proteger e promover a autonomia local.
Cinco regiões possuem um estatuto especial (Friuli-Venezia Giulia, Sardenha, SicÃlia, Trentino-Alto Ãdige, e Vale de Aosta), o que lhes garante mais ampla autonomia para legislar sobre diversas matérias independentes do governo central. Estas cinco regiões são autônomas por fatores culturais, linguÃsticos e geográficos. Cada região tem um conselho (consiglio regionale, na SicÃlia assemblea regionale) eleito e uma junta (giunta regionale) encabeçada por um presidente.
As quinze regiões de estatuto ordinário foram estabelecidas nos anos 1970 e elas serviam prioritariamente para descentralizar a máquina de governo do estado. Depois duma reforma da constituição em 2001, as competências legislativas das regiões de estatuto ordinário foram ampliadas e os controlos estatais foram significativamente reduzidos senão completamente apagados, como o comissário do governo central. Mas a autonomia financeira é ainda muito limitada.
Além da capital, Roma, três outras cidades têm mais de um milhão de habitantes: Milão, a mais rica do paÃs, Nápoles e Turim. Outras cidades importantes são Gênova, Veneza, Florença e Bolonha.
Segundo o PIB, a Itália foi a sétima maior economia do mundo em 2006 e a quarto maior da Europa. Segundo a OCDE, em 2004, a Itália foi a sexta maior exportadora de produtos manufaturados do mundo. Essa economia permanece dividida em um norte industrialmente desenvolvido, dominado por empresas privadas, e um menos desenvolvido e agrÃcola sul. No Ãndice de Liberdade Econômica de 2008 o paÃs foi classificado em 64° de 162 paÃses, ou 29° de 41 paÃses europeus, a mais baixa qualificação do UE-15 e atrás de muitos paÃses europeus ex-socialistas. De acordo com esses dados do Banco Mundial, a Itália tem elevados nÃveis de liberdade de investir, fazer negócios, e comércio. Por outro lado, nesse paÃs há uma burocracia ineficiente, direitos de propriedade relativamente baixos e altos nÃveis de corrupção (comparado com outros paÃses europeus), altos impostos, e grande consumo público de cerca de metade do PIB.
A maioria das matérias-primas necessárias à s indústrias italianas, e mais de 75% das necessidades energéticas, são importadas. Ao longo da última década, a Itália tem prosseguido uma polÃtica fiscal apertada, a fim de satisfazer as exigências da União Econômica e Monetária e tem sido beneficiada com baixas de taxas de juro e inflação. A Itália aderiu ao euro a partir da sua introdução no bloco em 1999.
O desempenho econômico da Itália foi, em algumas vezes, mais atrasado do que o dos seus parceiros da UE, e o atual governo tem adotado numerosas reformas de curto prazo destinadas a melhorar a competitividade e o crescimento a longo prazo. Apesar disso, ela tem andado devagar na execução de certas reformas estruturais aconselhada por economistas, tais como a diminuição da carga fiscal, a flexibilização das leis trabalhistas e a revisão do caro sistema de pensão, devido ao abrandamento econômico e da oposição de sindicatos trabalhistas.
A Itália tem um número menor de corporações multinacionais do que outras economias de mesma dimensão. Em vez disso, a principal força econômica do paÃs tem sido a sua grande base de pequenas e médias empresas. Algumas destas empresas fabricam produtos que são tecnologicamente avançados e, por isso, fazem frente à crescente concorrência da China e outras economias emergentes da Ãsia, que são capazes de oferecer um produto mais barato devido aos baixos custos trabalhistas. Estas empresas italianas reagem à concorrência asiática concentrando-se em produtos mais avançados tecnologicamente, enquanto deslocam manufaturas de menor nÃvel tecnológico para fábricas instaladas em paÃses onde a mão-de-obra é mais barata. As empresas italianas serem, em média, de pequeno porte, permanece como um fator limitante à economia, e o governo vem trabalhando para incentivar integrações e fusões e para reformar as rÃgidas regulamentações que tradicionalmente têm sido um obstáculo ao desenvolvimento de grandes corporações no paÃs.
As principais exportações da Itália são automóveis (Grupo Fiat, Aprilia, Ducati, Piaggio), produtos quÃmicos, petroquÃmicos (Eni), eletricidade (Enel, Edison), eletrodomésticos (Merloni, Candy), tecnologia aeroespacial e de defesa (Alenia, Agusta, Finmeccanica), armas de fogo (Beretta); mas os produtos exportados mais famosos do paÃs estão nos campos da moda (Armani, Valentino, Versace, Dolce & Gabbana, Roberto Cavalli, Benetton, Prada, Luxottica), alimentos (Ferrero, Barilla, Martini & Rossi, Campari, Parmalat), veÃculos de luxo (Ferrari, Maserati, Lamborghini, Pagani) e iates (Ferretti, Azimut).
O Turismo também é muito importante para a economia italiana: com mais de 37 milhões de turistas por ano, a Itália é classificada como o quinto principal destino turÃstico do mundo.
As linhas férreas na Itália totalizam 16.627 km, a 17ª maior do mundo, e são operadas pela Ferrovie dello Stato. Trens de alta velocidade incluem os trens classe ETR, dos quais o ETR 500 viaja a 300 km/h. Em 1991, a Treno Alta Velocità SpA foi criada, uma sociedade de propósito especÃfico pertencente à RFI (controlada pela Ferrovie dello Stato) para o planejamento e construção de linhas para trem de alta velocidade ao longo das linhas mais importantes e saturadas da Itália. O objetivo da construção do TAV é de melhorar a viagem ao longo das linhas ferroviárias mais saturadas da Itália e adicionar novos trilhos a estas linhas, notadamente Milão-Nápoles e Turim-Milão-Veneza. Uma dos focos do projeto é tornar a rede ferroviária da Itália um sistema ferroviário de passageiros moderno e de alta tecnologia, de acordo com os atuais padrões ferroviários. Um propósito secundário era de introduzir os trens de alta velocidade ao paÃs e aos seus corredores principais. Quando a demanda das linhas regulares for reduzida com a abertura de linhas de alta velocidade dedicadas, as linhas regulares serão utilizadas prioritariamente para trens regionais de baixa velocidade e trens de carga. Com estas ideias concretizadas, a rede ferroviária italiana poderá ser integrada a outras redes ferroviárias europeias, particularmente o TGV francês, o ICE alemão e o espanhol AVE.
Existem cerca de 654.676 km de rodovias utilizáveis na Itália, incluindo os 6.957 km de autoestradas. Existem cerca de 133 aeroportos na Itália, incluindo os dois hubs de Malpensa Internacional (perto de Milão) e o Internacional Leonardo Da Vinci-Fiumicino (perto de Roma). O paÃs tem 27 grandes portos, sendo o maior em Gênova, que também é o segundo maior do Mar Mediterrâneo, depois de Marselha. 2.400 km de hidrovias passam pela Itália.
A Itália é um dos paÃses que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Enquanto paÃs, não existia antes da unificação das Cidades-Estado. A unificação só se concluiu em 1870. Em função disto, muitas tradições culturais que hoje reconhecemos como italianas são mais associadas a regiões especÃficas do paÃs. A Itália é o local de nascimento de diversos movimentos artÃsticos e intelectuais que se espalharam pela Europa e pelo mundo, como o Renascimento e o Barroco. A contribuição italiana para a arte e cultura surge das obras de Michelangelo, Leonardo da Vinci, Donatello, Botticelli, Fra Angelico, Tintoretto, Caravaggio, Bernini, Ticiano e Rafael, entre outros. Além da pintura, escultura e arquitetura, as contribuições da Itália para a literatura, ciência e música são indiscutÃveis. A base da moderna lÃngua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do perÃodo medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Maquiavel, Vico, Gentile, e Eco. Na atividade cientÃfica destacam-se os nomes de Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Fermi, Cassini, Volta, Lagrange, Fibonacci e Marconi. Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importatÃssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Claudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália como o piano e violino permitem executar formas artÃsticas como a sinfonia, concerto, e sonata. Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono. O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do neorealismo, movimento nascido no paÃs e que revelou grandes diretores como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti. Outros diretores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Dino Risi, Marco Bellochio, e mais recentemente, Nanni Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polêmicos, criativos e mordazes investigadores e crÃticos da sociedade contemporânea, isso nas artes em geral. Atores como Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani, Monica Vitti, Roberto Benigni são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.
http://en.wikipedia.org/wiki/Italy
Fonte: CIA Factbook, Wikipedia
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